Controlo do Peso: como manter o seu patudo num peso saudável

O seu gato ou cão, que antes era ativo e enérgico, aparenta já não aguentar as longas sessões de brincadeira que antes eram rotina aí em casa, ou passou a ter dificuldades em descer e subir as escadas, saltar para o carro ou para o parapeito da janela para ver os passarinhos lá fora?

Vários estudos estimam que um em cada dois gatos e cães sofre de excesso de peso ou até de obesidade. As consequências são várias, não têm nada a ver com estética e podem muitas vezes ser graves. Mas há formas de o prevenir.

No entanto, antes de lhe falarmos de como manter o seu patudo num peso saudável, queremos explicar esta problemática.

O que é a obesidade?

A obesidade é a doença nutricional mais comum nos nossos animais de companhia e é definida pelo excesso de gordura corporal. O índice de massa gorda normal deve ser até 20%. Entre os 20% e os 30% o animal já se encontra em Excesso de Peso e acima de 30% passa para Obesidade.

Esta doença atinge cerca de 40% dos animais de companhia, principalmente em meia idade.

Quais são as principais causas?

Esta doença tem várias causas, entre elas a mudança do estilo de vida dos animais, que estão cada vez mais sedentários. Por outro lado, os hábitos alimentares errados e as alimentações hipercalóricas produzem desequilíbrios energéticos com gastos de energia menores que a fornecida pela alimentação.

Há ainda vários fatores que podem predispor à obesidade, tais como:
esterilização, doenças hormonais, doenças locomotoras, etc.

Os principais riscos do excesso de peso

A obesidade põe em risco a saúde do animal, reduz a esperança de vida e diminui a qualidade de vida. 

Ainda causa inflamação crónica, patologias cardiovasculares e pulmonares, problemas locomotores, dificuldade no exercício e intolerância ao calor, diminuição do sistema imune, diabete mellitus, tal como lipidose hepática.
No entanto, é possível iniciar um plano de controlo de peso e ajudar o seu patudo a manter um peso saudável.

Indicamos 5 etapas essenciais:

Diagnóstico

A AniCura aconselha a marcar uma consulta de avaliação do Índice de Condição Corporal, pois é uma forma de avaliação que se baseia na observação e palpação do próprio animal a fim de identificar os depósitos de gordura.

A observação é feita com animal em pé, avaliando principalmente a região da cintura. A palpação deve ser com as pontas dos dedos, palpando as costelas.

Um animal com o Índice de condição corporal ideal deverá ter:
- Costelas facilmente palpáveis por debaixo de uma camada pequena de gordura;
- Cintura observada atrás das costelas, vista de cima;
- Abdómen recolhido

Plano

Após diagnóstico passamos para a definição de um plano com alteração de hábitos alimentares, alteração da dieta e implementação de exercícios.

Este será um plano a longo prazo pois, este é dividido em duas fases:
- Perda de peso
- Manutenção de peso

Na primeira fase queremos que o animal diminua de peso a um ritmo de 1-3% no caso do cão e de 0,5%-2% por semana, de modo a termos uma redução de peso gradual mas efetiva.

Dieta Nutricional

A dieta deverá ser escolhida de modo a ajustar as necessidades calóricas do animal  em redução de peso, proporcionando-lhe todos os nutrientes em quantidades fisiológicas, mas com redução calórica, aumento de teor de fibras para promover a saciedade, e vários nutracêuticos com funções saciantes e de queimar gordura, tais como o licopeno e a L-carnitina; redução do teor de gordura e ajuste do teor de proteína.

Regras alimentares

A dose diária de alimento deve ser repartida por várias refeições (3-4) e pesada para que seja mais precisa a dose. 

No caso do gato o uso de alimentadores de distribuição lenta é o mais indicado.
Deve-se contabilizar as recompensas alimentares para o cálculo da dose diária de alimento.

A alimentação húmida deve ser usada com a mesma referência da dieta seca.
Não prepare as refeições na presença do seu patudo.

Exercício

Tal como nas pessoas, para termos um retorno à boa condição corporal de forma mais eficaz devemos associar a nutrição ao exercício físico de forma a, por um lado aumentar o gasto energético, mas por outro a promover a formação de massa muscular em detrimento da massa gorda.

Este aumento de exercício deve ser estimulado pelo tutor de forma gradual, pois estamos perante um animal que pelo seu excesso de peso temos sobrecarga nas articulações e no aparelho cardiorespiratório, todos os dias um pouco mais.

Em alternativa ao exercício estimulado pelo tutores temos hoje em dia a possibilidade de programas de condicionamento físico (Reabilitação Física) com planos traçados especificamente tendo em conta as características de cada animal.

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