Porque é que o cancro da mama aparece nas cadelas? #
Os tumores das glândulas mamárias são relativamente frequentes em cadelas não esterilizadas ou esterilizadas após vários cios. A esterilização precoce reduz significativamente o risco deste tipo de cancro.
- Cadelas esterilizadas antes do primeiro cio apresentam apenas 0,05% de risco de desenvolver tumores mamários.
- Se a esterilização ocorrer após o primeiro cio, o risco sobe para 8%.
- Depois do segundo cio, aumenta para 26%.
- Se a cirurgia for realizada após o terceiro cio, já não existem benefícios protetores para evitar tumores mamários.
Saiba mais sobre os benefícios da esterilização dos animais de companhia no site da AniCura.
Fatores de risco #
Além da influência hormonal, existem outros fatores que aumentam a probabilidade de desenvolvimento de cancro da mama:
- Predisposição genética em raças como Poodle Toy e Miniatura, Springer Spaniel Inglês, Brittany, Cocker Spaniel, Setter Inglês, Pointer, Pastor Alemão, Maltês e Yorkshire Terrier.
- Tratamentos hormonais para inibir o cio aumentam o risco, sobretudo se as aplicações não forem rigorosamente cumpridas.
- Gravidezes psicológicas frequentes, que também favorecem o aparecimento de tumores mamários.
Sintomas do cancro da mama em cadelas #
Nas fases iniciais, o sintoma mais comum é o aparecimento de um ou mais nódulos na mama, sobretudo nas posteriores, próximas da região inguinal.
Outros sinais a observar:
- Crescimento progressivo dos nódulos.
- Possibilidade de ulceração da pele sobre o tumor.
- Em casos de metástases, podem surgir sintomas respiratórios (pulmões), digestivos (abdómen) ou ósseos (esqueleto).
A AniCura recomenda que os cuidadores realizem um check-up corporal mensal em casa para detetar nódulos precocemente, incluindo a palpação da cadeia mamária.
Diagnóstico #
Quando se deteta um nódulo, é essencial levar a cadela ao veterinário rapidamente. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores as hipóteses de sucesso do tratamento.
O diagnóstico pode incluir:
- Exames de sangue completos e análises de urina.
- Radiografia torácica para detetar metástases pulmonares.
- Ecografia abdominal em alguns casos.
- Avaliação dos gânglios linfáticos e punção com agulha fina (PAAF) para análise citológica.
Tipos de tumores mamários #
- Benignos: fibroadenomas, adenomas simples, tumores mesenquimatosos e tumores mistos.
- Malignos: diferentes tipos de carcinomas (sólido, tubular, papilar, anaplásico).
Enquanto os benignos não metastizam, os malignos podem atingir gânglios linfáticos, pulmões, abdómen e até ossos.
Tratamento #
O tratamento de eleição é a cirurgia. Dependendo do caso, pode ser necessária:
- A remoção de um único tumor.
- A remoção de uma glândula mamária.
- A mastectomia completa de uma ou ambas as cadeias mamárias.
Em alguns casos, opta-se também por realizar a ovariohisterectomia (remoção do útero e ovários) em simultâneo, evitando:
- Piómetra (infeção uterina grave e potencialmente fatal).
- Tumores nos ovários e no útero.
- Gestação indesejada e sangramentos associados ao cio.
- Gravidezes psicológicas, que aumentam a incidência de tumores mamários.
Antes da cirurgia, realizam-se exames complementares (análises sanguíneas, radiografias e ecografias) para avaliar o estado geral de saúde e possíveis metástases. Após a operação, o tecido removido é enviado para análise histológica, confirmando o tipo de tumor e o seu grau de malignidade.
Prognóstico e perspetivas futuras #
O prognóstico depende sobretudo do tamanho do tumor no momento da cirurgia:
- Tumores com menos de 3 cm → taxas de sobrevivência superiores a 3 anos.
- Tumores maiores de 5 cm → cerca de 80% das cadelas sofrem recaída num prazo de 1 ano.
Isto reforça a importância da deteção e tratamento precoces com check-up corporal mensal.
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