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Esterilização em coelhos, porquinhos-da-índia e furões

A esterilização nos animais de companhia não é apenas uma solução para evitar crias indesejadas; pode também ajudar a prevenir diversas patologias de origem reprodutiva e hormonal.

Tal como acontece com cães e gatos, a esterilização em coelhos, porquinhos-da-índia e furões pode ajudar a evitar ou a reduzir o risco de determinadas doenças. Para isso, podem ser utilizados métodos químicos ou cirúrgicos.

Esterilização de coelhos #

As coelhas atingem a maturidade sexual entre os 6 e os 8 meses, enquanto os machos costumam ser um pouco mais tardios. A esterilização permite prevenir alguns problemas comportamentais, assim como diversas doenças. De um modo geral, os animais tornam-se mais dóceis e tranquilos, reduzindo comportamentos como agressividade, territorialidade ou tentativas de monta.

Existem várias formas de esterilizar o coelho:

Orquiectomia

É o procedimento realizado nos machos e consiste na remoção cirúrgica dos testículos. Pode ser efetuado a partir dos 4–6 meses de idade e ajuda principalmente a prevenir comportamentos indesejados.

Ovariohisterectomia

É a cirurgia realizada nas fêmeas, que consiste na remoção do útero e dos ovários. Pode ser feita a partir dos 4–6 meses, embora muitas vezes se opte por esperar até cerca de um ano de idade, dependendo de cada caso. Recomenda-se sempre uma avaliação individual pelo médico veterinário.

Este procedimento ajuda a prevenir doenças relativamente frequentes do aparelho reprodutor das coelhas, como aneurismas e cancro uterino. Também evita problemas associados à pseudogestação, gravidezes indesejadas e comportamentos de marcação, permitindo a convivência entre animais de ambos os sexos.

Esterilização de porquinhos-da-índia #

A esterilização em porquinhos-da-índia também é recomendada, sobretudo em fêmeas com menos de um ano de idade, quando não se pretende reproduzi-las. Com o tempo, podem surgir problemas semelhantes aos observados nas coelhas, como aneurismas, infeções ou tumores uterinos.

Por esse motivo, apesar do acompanhamento veterinário ser importante em todos os animais, deve existir especial atenção às fêmeas não esterilizadas, de forma a detetar precocemente possíveis doenças uterinas.

Caso se pretenda criar porquinhos-da-índia, a primeira gestação deve ocorrer antes dos 8 meses de idade; após um ano, a pélvis torna-se mais rígida, o que pode dificultar um parto normal.

Nos machos, tal como nos coelhos, a orquiectomia é realizada principalmente para evitar comportamentos indesejados.

Esterilização de furões #

A maturidade sexual dos furões  ocorre entre os 6 e os 12 meses de idade. A época reprodutiva dá-se geralmente na primavera e no verão, quando a duração do dia ultrapassa as 12–14 horas. Nos machos, o início costuma acontecer 1–2 meses antes do que nas fêmeas.

Nos machos sexualmente maduros, durante a época reprodutiva verifica-se um aumento do tamanho dos testículos e podem surgir episódios de marcação com urina, que normalmente diminuem com a chegada do outono. Nas fêmeas, o cio torna-se evidente através do inchaço da vulva, embora estas manifestações possam variar em função das condições de cativeiro.

Existem diferenças significativas entre a reprodução dos furões e a de outros animais como cães e gatos. A mais relevante é que, nas fêmeas, o cio persiste se não ocorrer a cópula. Esta situação provoca um excesso de hormonas sexuais, podendo levar a uma anemia grave, potencialmente fatal. Por isso, se não houver intenção de criar furões, o ideal é evitar o estado de cio.

Métodos para evitar o cio #

Esterilização

A esterilização é um método eficaz para evitar o cio, uma vez que implica a remoção do útero e dos ovários, responsáveis pela produção de hormonas sexuais. Além disso, ajuda a prevenir outras patologias associadas aos órgãos reprodutores, como tumores ováricos ou infeções uterinas.

O principal inconveniente é que a esterilização está associada a uma maior predisposição para o desenvolvimento de doença adrenal na idade adulta, especialmente quando realizada em idade precoce.

Tratamentos hormonais

Atualmente, a opção mais aceite é a prevenção do cio através de tratamentos hormonais, sendo o implante de deslorelina o mais utilizado. Este método inibe o cio sem aumentar o risco de desenvolvimento de outras patologias, como a doença adrenal.

A principal desvantagem é a necessidade de repetir o tratamento periodicamente (embora o efeito possa durar mais de dois anos), mas permite evitar problemas mais graves no futuro.

 

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