Segundo a AniCura, a redução da luz natural e a ligeira descida da temperatura podem levar alguns animais a interpretar este momento como a aproximação do anoitecer, provocando alterações pontuais no seu comportamento habitual.
“Os cães e os gatos regulam parte das suas rotinas através do ritmo circadiano, o chamado relógio biológico, que responde aos ciclos naturais de luz e escuridão. Durante um eclipse solar, alguns animais podem mostrar-se mais tranquilos, procurar um local para descansar, interromper temporariamente a atividade que estavam a realizar ou permanecer mais próximos dos seus cuidadores. Estas reações são geralmente passageiras e não representam motivo de preocupação”, explica Sara Curvelo, médica veterinária do AniCura +Ani+ Hospital Veterinário.
O eclipse não é, por si só, motivo de preocupação #
Apesar da curiosidade que este fenómeno desperta, o eclipse solar dificilmente constitui uma fonte de stress para cães e gatos. No entanto, alguns animais podem revelar sinais de inquietação quando o fenómeno é acompanhado por alterações na rotina ou por um ambiente diferente do habitual.
Deslocações para assistir ao eclipse, locais com grande concentração de pessoas, ruído ou mesmo o comportamento mais agitado dos cuidadores são fatores que podem influenciar animais mais sensíveis, sendo, muitas vezes, mais relevantes do que o próprio eclipse.
Como podem os cuidadores preparar-se? #
Embora não seja necessário adotar medidas excecionais, manter a rotina do animal e proporcionar-lhe um ambiente calmo pode contribuir para que o eclipse decorra de forma tranquila. Na maioria dos casos, qualquer alteração comportamental será temporária e o
animal regressará rapidamente aos seus hábitos. Ainda assim, se os sinais de ansiedade ou outras alterações persistirem após o fenómeno, é aconselhável procurar aconselhamento médico-veterinário.
Neste sentido, a AniCura recomenda: #
- Manter os horários habituais de alimentação, passeios e descanso;
- Disponibilizar um espaço tranquilo e confortável onde o animal possa permanecer, caso procure repouso;
- Evitar expor o animal a locais com grandes aglomerações ou a situações pouco habituais;
- Manter uma atitude calma, transmitindo segurança ao animal;
- Respeitar o comportamento do animal, permitindo-lhe descansar ou procurar um local mais resguardado, caso o deseje.
“Cada animal reage de forma diferente aos estímulos do ambiente. Se durante o eclipse o cão ou o gato apresentar um comportamento ligeiramente diferente do habitual, isso não significa, por si só, que exista um problema. Na maioria das situações, trata-se apenas de uma resposta temporária à alteração da luminosidade, regressando rapidamente ao comportamento habitual”, conclui Sara Curvelo.

