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Onda de calor: os primeiros sinais de golpe de calor nos animais de companhia e dicas para proteger-los

O verão é um momento fantástico para desfrutar ainda mais com os nossos animais de estimação, mas também devemos redobrar os cuidados para cuidar deles como merecem.

Com a chegada do calor,   aumenta também o risco de golpe de calor nos animais de companhia. Os cuidados com os animais de estimação devem ser redobrados. Apesar de se tratar de uma emergência médico-veterinária potencialmente grave, muitos cuidadores continuam a associá-la apenas ao colapso do animal, desconhecendo que os primeiros sinais surgem muito antes e que a sua identificação precoce pode fazer toda a diferença.  

Assim como nós colocamos protetor solar, bebemos mais água e evitamos sair durante as horas de maior calor, os nossos animais também precisam de proteção contra as altas temperaturas! Eles contam consigo, por isso deixamos-lhe três aspetos importantes para cuidar dos seus cães e gatos neste verão. 

Os golpes de calor são uma das causas de morte mais comuns em animais de estimação e são considerados uma urgência médica durante o verão. Se não forem detetados e tratados a tempo, podem ser fatais, por isso, em caso de dúvida, dirija-se imediatamente ao seu veterinário para obter ajuda. 

Ao contrário das pessoas, cães e gatos têm uma capacidade mais limitada para regular a temperatura corporal, o que os torna particularmente vulneráveis ao calor. Perante este cenário, a AniCura alerta para a importância da prevenção e do reconhecimento atempado dos sinais de alerta, permitindo uma intervenção rápida antes que a situação evolua para uma emergência.

“Muitos casos de golpe de calor podiam ser evitados se os primeiros sinais fossem reconhecidos mais cedo. Quando um animal começa a ofegar de forma intensa, a ficar apático ou desorientado, já está em dificuldade, e é nesse momento que devemos agir, não esperar pelo colapso”, afirma Rafael Martins, médico veterinário do AniCura Algarve Hospital Veterinário.

Os primeiros sinais nem sempre são valorizados #

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o golpe de calor não se manifesta apenas quando o animal perde a consciência. Antes disso, podem surgir sinais como respiração ofegante intensa e persistente, salivação excessiva, fraqueza, desorientação, dificuldade em caminhar, inquietação ou uma procura constante por locais frescos e sombra.

Se a temperatura corporal continuar a aumentar, podem surgir sinais mais graves, como vómitos, diarreia, alterações neurológicas, perda de consciência ou colapso, situações que exigem assistência médico-veterinária imediata.

Alguns animais apresentam um risco acrescido, nomeadamente os cães e gatos braquicefálicos, como Bulldogs Franceses ou Pugs, bem como animais idosos, obesos ou com doenças cardíacas e respiratórias, cuja capacidade de dissipar o calor é ainda mais reduzida.

Pequenos erros podem ter consequências graves #

Apesar da crescente sensibilização, continuam a verificar-se comportamentos que potenciam o risco de golpe de calor. Entre os mais frequentes estão os passeios nas horas de maior calor, o exercício físico intenso, a permanência em veículos estacionados, mesmo por curtos períodos, e o contacto com pavimentos demasiado quentes.

Nesta altura do ano, em que muitas famílias viajam com os seus animais de companhia, é igualmente importante planear as deslocações. Sempre que possível, as viagens devem ser realizadas nas horas mais frescas do dia, mantendo o veículo bem ventilado e com uma temperatura confortável para o animal. Durante o percurso, devem ainda ser evitadas situações de stress e realizadas pausas sempre que necessário, contribuindo para reduzir o risco de sobreaquecimento.

“Mesmo quando a temperatura ambiente não parece extrema, existem vários fatores que podem aumentar significativamente o risco de golpe de calor, como a humidade, a exposição solar direta, a falta de ventilação ou o exercício físico. Estas situações dificultam a capacidade do animal para dissipar o calor e podem levar a uma subida perigosa da temperatura corporal. A boa notícia é que, na maioria dos casos, estamos a falar de situações do dia a dia que podem ser evitadas com medidas simples de prevenção e maior atenção por parte dos cuidadores", acrescenta.

 O que fazer em caso de suspeita #

Caso exista suspeita de golpe de calor, o animal deve ser imediatamente retirado da fonte de calor e colocado num local fresco e ventilado. Pode iniciar-se um arrefecimento gradual com água fresca (nunca gelada), privilegiando zonas como o abdómen, as patas e as axilas, enquanto se contacta rapidamente um médico-veterinário. A utilização de gelo ou água muito fria deve ser evitada, uma vez que pode dificultar a dissipação do calor.

Mesmo que o animal aparente recuperar após o arrefecimento inicial, deve ser observado por um médico-veterinário, uma vez que podem surgir complicações nas horas seguintes.

Como prevenir o golpe de calor #

Deixamos aqui dicas importantes que podem fazer toda a diferença este verão. Porque a prevenção é a melhor aliada do seu animal de estimação.

Água limpa fresca sempre disponível

Com o calor os animais necessitam de beber mais água, isto porque as suas perdas de calor são feitas através da evaporação da humidade durante a respiração. Caso o animal não tenha água à disposição em dias de muito calor, poderá ficar desidratado.

Ter água à disposição o dia inteiro é imprescindível para manter o seu animal saudável durante o tempo mais quente. Deve mudar a água regularmente para a manter fresca, e pode ainda experimentar colocar uns cubos de gelo na água para ajudar o seu cão ou gato a refrescar-se.

No caso dos gatos, que tendem a beber menos água, é importante garantir que se mantêm bem hidratados. Além do gelo, que pode chamar a atenção deles, pode ser uma boa ideia hidratar a ração com um pouco de água ou aumentar as doses de comida húmida. 

Evitar os passeios e exercícios na altura de maior calor

Deixe os passeios longos para as horas mais frescas, como de manhã ou ao final da tarde, e até mesmo à noite. Passear com o seu cão durante o dia poderá provocar-lhe uma insolação e queimaduras solares (evite os passeios entre as 12:00 e as 16:00). Além disso, o asfalto no verão pode queimar, provocando feridas graves nas almofadas das patas do seu peludo. Pode usar protetor solar para animais nas áreas mais sensíveis, como o nariz ou as orelhas.

Da mesma forma, nunca deixe os animais dentro de carros ou em locais pequenos e fechados sem ventilação. Ficar trancado no carro não será nada agradável para o seu animal de estimação, pois ele poderá sofrer insolação e, inclusive, pode até mesmo morrer. O carro acumula no seu interior uma enorme quantidade de calor, fazendo com que pareça um forno, o que poderia matar o seu animal.

Em dias de muito calor mantenha os seus animais em locais frescos e se possível arejados.  E, se tiver oportunidade, deixe que os seus cães se divirtam a dar um bom mergulho em locais apropriados, mas sempre com vigilância e cuidado com as otites. 

Parasitas externos

Lembre-se que no verão aumenta a incidência de pulgas e carraças. É um problema grave, pois estes parasitas podem ser portadores de doenças graves, como leishmaniose, que podem ser transmissíveis aos humanos (zoonoses), principalmente os mosquitos e as carraças.

É, portanto, de extrema importância que seja feita a prevenção de forma correta contra estes parasitas, de forma a salvaguardar os nossos animais e a nós.

Em caso de dúvidas, não hesite em contactar o seu Médico Veterinário. Com estas precauções, poderá ter um verão muito especial junto dos seus companheiros de 4 patas. Boas férias! 

 

AniCura Santa Marinha Hospital Veterinário

AniCura Algarve Hospital Veterinário

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